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Ateliê de joias

Sobre

Joalheria como linguagem, arte como origem

Cresci observando meu pai trabalhar.

 

O ateliê fazia parte da casa, e a casa, de algum modo, funcionava como uma galeria. Pincéis, madeiras, telas e livros de arte sempre estiveram por perto.

 

Eu e minha irmã pintávamos paredes, circulávamos entre processos e aprendíamos, sem perceber, a conviver com o fazer artístico como algo cotidiano.

Ser filha de artista foi determinante para a forma como me relaciono com o trabalho manual. Desde cedo me interessei por artes visuais, design e fotografia, ainda sem entender que esses interesses acabariam se transformando em profissão.

Por muito tempo imaginei que seguiria uma trajetória acadêmica. Mas o que começou como um hobby despretensioso acabou se tornando uma escolha definitiva.

Lina Prades criança, segurando um trabalho do pai,  Jaime Prades
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Deixei duas faculdades e decidi me dedicar à joalheria. Foi assim que nasceu a marca Lina Prades e, mais de uma década e meia depois, sigo investindo nesse caminho com consistência e intenção. A joalheria é um campo amplo, feito de técnicas, materiais e possibilidades quase infinitas. Meu trabalho se constrói a partir da experimentação, do tempo e do aprendizado contínuo.

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Hoje atuo desenvolvendo coleções autorais, peças sob encomenda e ministrando aulas de joalheria. Meu trabalho é artesanal e está em constante transformação, acompanhando os processos, referências e descobertas que surgem ao longo do caminho.

Lina Prades

Retrato da designer e joalheira Lina Prades

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